E é normal ter dúvidas depois de ler e ouvir muitas coisas diferentes, por este motivo, preparamos este conteúdo completo para explicar tudo o que precisa de saber sobre esta prática. Vamos começar?
O que é o BDSM?
BDSM é um acrónimo que junta as iniciais de vários fetiches: Bondage, Disciplina, Dominação, Sadismo, Submissão e Masoquismo. É muito comum encontrar pessoas que falam sobre algemas, sadomasoquismo e usam esta sigla (BDSM) para se referir ao assunto.
Pode parecer um pouco estranho, mas garantimos que a prática pode trazer muito prazer ao casal e até apimentar a relação.
Pelos nomes, automaticamente pensamos em tortura e dor, mas isso não é bem verdade: essas práticas podem ou não envolver dor, tortura psicológica e outros meios de gerar prazer, tudo depende de cada pessoa.
No entanto, como pode envolver tortura e dor, vale a pena ter um acordo para ser saudável: existe uma relação entre poder e prazer, mas é sempre consensual entre os seus praticantes. Se for esse o caso, vale tudo pelo prazer!
É muito importante reforçar o facto de esta ser uma prática consensual. Para garantir que o sexo seja bom para os dois, uma conversa prévia é essencial!
Por isso, antes de iniciar qualquer experiência BDSM, converse com seu parceiro para esclarecer seus desejos e limites. Dessa forma, é possível definir o que é ou não permitido durante o sexo.
Como praticar BDSM em segurança?
O primeiro passo para incorporar o BDSM na sua relação é falar com o seu parceiro. Por melhor e poderoso que seja, nem todas as pessoas se vão sentir confortáveis com a prática do BDSM.
Por isso, quando quiserem participar, tenham uma boa conversa e entendam o que pode entrar ou não no ato. Criar essa espécie de “contrato” é essencial para que tudo seja consentido e aprovado por ambos. Abaixo estão 6 dicas BDSM para o ajudar a preparar-se para isso:
1. Aprende mais sobre a prática!
Não se baseie em pornografia ou em filmes BDSM. Embora possa parecer mais fácil aprender e entender através deles, a realidade da prática é completamente diferente.
Procure conteúdos ou pessoas confiáveis, para que você possa explorar esse fetiche de forma segura e sem estereótipos tóxicos para o seu parceiro.
2. Use acessórios adequados!
É muito difícil falar sobre a prática sem mencionar os produtos BDSM. Afinal, a primeira coisa que vem à cabeça costumam ser as algemas, chicotes e vendas, entre outros.
Os acessórios são essenciais, mas também precisam de ser escolhidos e usados de forma correta. Não vale a pena comprar um chicote concebido para outras utilizações e acabar por magoar a outra pessoa.
É por isso que se deve procurar sempre produtos de qualidade e especialmente concebidos para esta prática. Lembre-se também de perceber em que nível se encontra para a utilização de produtos nesta prática.
Existem diferentes tipos de chicotes BDSM e cada um deles é melhor para um tipo diferente conforme o nível de experiência.
3. Confiança entre a parceria!
Este é um dos pontos-chave de uma prática prazerosa: a confiança. Pense que, para que a pessoa dominada aceite obedecer e possivelmente receber alguns tipos de tortura, precisa de confiar muito na pessoa dominante.
Então, se sentir que esse laço de confiança ainda não foi bem estabelecido, é melhor esperar um pouco antes de entrar na prática e desenvolver esse sentimento entre as duas partes.
4. Palavra segura!
Se não estiver a gostar do momento, deve parar! Como a prática envolve dor e tortura, pode não fazer sentido pedir simplesmente para parar, pois “pára” só alimenta o calor do momento.
Em todas as sessões de BDSM, existe uma palavra segura para parar o ato se não quiser continuar.
Esta palavra-chave, conhecida como palavra segura, é importante porque garante que todos os envolvidos desfrutem da relação com segurança e calma.
Esta palavra-chave não é nada complexa e deve ser uma palavra-chave simples, totalmente fora de contexto, como tijolo, medalha, Itália, etc.
Por isso, se, por acaso, a prática não estiver a correr bem, use a palavra segura para parar imediatamente. Lembre-se que o sexo só é bom se for consensual e se não estiver a gostar e se se esquecer da palavra de segurança, pode dizer “esqueci-me da palavra de segurança e não estou a gostar”.
Todos os praticantes seguem geralmente as práticas SSC, que significa: Sã, Segura e Consensual. Nesta prática, o sexo não tem necessariamente de ser feito com penetração e em muitos casos, apenas a prática dos fetiches é suficiente para satisfazer o desejo do praticante e até mesmo levar ao orgasmo.
5. Fique atento à reação da parceria!
Algumas pessoas são demasiado altruístas e, por vezes, em situações que uma pessoa está realmente a desfrutar do momento, a outra pode deixar passar coisas que não a deixam confortável, simplesmente porque não quer “quebrar” o ambiente.
Mas isso pode ser muito mau para uma relação e também para a outra pessoa, uma vez que o prazer é o ponto-chave do sexo. Por isso, esteja sempre atento às reações do seu parceiro e certifique-se de que ele está realmente a desfrutar do momento consigo.
6. Trocar de papéis!
Essa prática muitas vezes vem com a intenção de tirar um relacionamento da rotina.
Dentro desta prática, existem vários cenários para cada papel que podem ser explorados, e a troca entre as pessoas da relação é uma ótima forma de inovar e também de fortalecer a relação.
É possível sufocar a sua parceria em segurança?
Sim, é possível. Mas é preciso saber o que se está a fazer. Por exemplo, quando se é principiante, é essencial agarrar sempre a meio do pescoço, quase junto ao maxilar e aí, não se deve apertar os lados do pescoço, porque isso dói. Aperte pela frente, com o apoio da lateral da mão, entre o caminho do polegar e do indicador e puxe um pouco para cima.
Lembre-se, é sempre bom ter um gesto simples de segurança, como dar uma palmada na mão ou algo que a pessoa possa fazer na hora.
Mesmo quem está pendurado precisa de estar atento às reações do parceiro, se ficou um pouco roxo, parece um pouco mole ou um pouco tonto, pare imediatamente! Nunca se deve desmaiar durante o sexo, pode ser perigoso!
Há também as cordas e os colares. Não faça nós ou coisas que sejam difíceis de desfazer, use acessórios que se soltem quando se soltar. Mesmo assim, é bom ter uma tesoura por perto, para o caso de algo correr mal e precisar de desfazer o nó à pressa.